Hoje eu vinha vindo da faculdade para casa e o percurso que geralmente faço em 40 minutos fiz em 1h30. Ai esse trânsito! Cheguei a pensar em descer do ônibus e continuar o caminho caminhando, mas sinceramente o calor me desanimava.

Foram umas três ou quatro vezes que olhei para fora e pensei: “vou descer, não aguento mais ficar aqui”. Minhas pernas não responderam aos meus pensamentos. O sol lá fora parecia muito pior do que ali dentro. Segui então até em casa.

No caminho ainda passamos por uma barraca, algo parecido com acampamento sem terra, mas eram pouquíssimas pessoas, algumas idosas, e aquele lugar não tinha nada de rural, estavamos a poucos quilômetros do centro de São Paulo.

Havia uma emissora filmando a confusão, não consegui saber exatamente do que se tratava. Liguei então para minha mãe, que estava em casa, e lhe pedi que olhasse na televisão e na internet para ver se descobria do que se tratava. Para minha surpresa, nada foi dito a respeito.

Cheguei em casa e dei mais uma procurada pela internet, nem sinal de informação. Então liguei e para meu amigo Rafael e o convidei para ir ao MASP (Museu de Artes de São Paulo), já que às terças a entrada é gratuita.

Chegando lá, depois de quase 10 anos apenas passando lá em frente e nunca entrando, me decepcionei. Até gostei de alguns quadros, algumas obras, mas no geral, achei que fosse encontrar muito mais coisas por lá. Um espaço tão grande, que poderia ser tão melhor aproveitado.

Bom, a tarde pelo menos valeu a pena porque sai com um amigo, e depois ainda encontramos outro amigo, o Michel.

Trânsito, desperdício de espaço, pessoas para todos os lados, encontros e desencontros, e cada vez mais a minha imagem de São Paulo fica caótica.

 

meu sp