Confissões da analista de notícias
Acordar, domir, andar, falar, pensar, agir.
Rotina, rotina, rotina.
Na rádio uma notícia, no jornal a mesma, e na tv o sensacionalismo do fato. A internet? Um ping-pong das manchetes sobre o assunto. A imprensa definitivamente sabe como repetir a mesma notícia de diversas formas sem perder o fato e ainda prendendo a atenção daqueles espectadores/leitores que só reagem momentaneamente às brutalidades que estão à frente de seus olhos.
Ocorre um surto de paralização para acabar com aquele fato dado como novidade, como se todo dia não houvesse centenas de casos infelizmente bastante semelhantes.
Claro que não é certo não falar nada apenas por se tratar de só mais um, mas qual a real necessidade de sugar toda a dor e sofrimento e indignação perante um único caso ao invés de atentar os preciosos minutos/o preciso espaço nas revistas e jornais para mostrar que está é infelizmente uma realidade cotidiana e que deve ser combatida como um todo.
Nada muda a indignação momentânea que leva milhares de pessoas a ficarem presas aos veículos de comunicação em busca de uma novidade. Indignação que chega a levar milhões a um evento que propõem a paz, mas que dentro de pouco tempo vira apenas uma foto, um vídeo, uma “comunidade” em algum desses vários sites de relacionamento.
Uma população como a do Brasil já se mobilizou para tanta coisa, mostrando que é capaz de unir forças e fazer as coisas mudarem. Pena a acomodação ter deixado milhões de pessoas simplesmente sentadas em frente à televisão vendo a notícia reclamando do fato e depois indo dormir tranquilamente, pois o fato está bem longe de seu adorável lar.
Esta Analista de Negócios, estudante de jornalismo queria apenas te levar a parar de pensar/comentar apenas e te dizer meu querido leitor, que já é passada a hora de aproveitarmos nossos direitos de cidadãos para melhorar o lugar onde vivemos.